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Paulistinha: Final para quem?

Pobre futebol paulista, quem te viu e quem te vê. Um campeonato que já foi um dos mais tradicionais do país teve jogos memoráveis, como as finais de 77 e 79 entre Corinthians e Ponte Preta, ou aquela final entre Palmeiras e Inter de Limeira, de 86, quando pela primeira vez na história um time do interior desbancou uma equipe grande em pleno Morumbi, entre outros jogos com mais de 100 mil torcedores no estádio.

Época em que as bandeiras, como dizia o locutor Osmar Santos, “trimulavam”, e o show das arquibancadas eram outro espetáculo. Porém, o tempo passou, e o futebol paulista perde o tempero, perde a poesia ao ver uma final entre Santos e Corinthians na Vila Belmiro para pouco mais de 15 mil torcedores. Acho que a “Fazendinha” do Corinthians caberia mais pessoas.

Em todos os estados brasileiros, a final requer um local de grande concentração de torcedores, pois é a final, é festa. Mas, não é assim que pensam os cartolas paulistas, por conta de uma briga política, voltam ao amadorismo e escolhem a Vila como palco final. Nada contra a Vila mais famosa do mundo, mas não pode ser palco de uma final de um campeonato que já foi o mais importante do país.

Afinal, o Santos já disputou inúmeras finais de paulistas e campeonatos brasileiros no Morumbi e no Pacaembu com o estádio repleto de santistas, que tem um grande privilégio: de possuir praticamente duas sedes, sendo uma Sampa e outra na baixada, com torcedores fanáticos nas duas cidades e espalhados pelo país. O Paulistinha com final na Vila é para quem?

Ronaldo Gaúcho e a ética aplicada à bola


por Sylvio Micelli

Acabou a novela! Afinal… como ía começar o “importantíssimo” BBB, ninguém mais ía lembrar do assunto. Ronaldo de Assis Moreira, vulgo Ronaldinho Gaúcho é atleta do Clube de Regatas Flamengo de tanta gente e de tanta glória.

O fim da história, a mim traz alívio. Não aguentava mais o mesmo assunto nas últimas três semanas, até porque sem bola rolando, o que restava à mídia esportiva era falar do jogador. Assuntos como a unificação dos títulos feita pela CBF e o retorno do jogador Adriano foram rapidamente escanteados (se me permitem o trocadilho).

Seu retorno ao futebol brasileiro após 10 anos, tendo passado por três times importantes da Europa (Paris Saint-Germain, Barcelona e Milan), foi cercado de muita discussão. Três times ou, que seja, quatro times disputaram o passe do atacante: Grêmio, Palmeiras, Flamengo e o Corinthians que entrou no final sabe-se-lá-porquê…

Acredito que existam quatro tipos de jogadores: os excepcionais sem marketing (principalmente os mais antigos), os excepcionais com marketing, os comuns e os jogadores onde o marketing prepondera. Gaúcho se encaixa nesta última categoria. E vou na contramão (como sempre) da maioria. Nunca achei Ronaldo Gaúcho um jogador excepcional. É, obviamente, um jogador que os “entendidos” dizem ser acima da média, mas, mesmo assim, não valia todo esse leilão que vimos.

Outra questão importante é a discussão sobre ética na escolha feita pelo jogador. Os três clubes acreditavam, firmemente, que teriam o futebol do atleta, empresariado por seu irmão, que é um ex-jogador. Parece-me que os três times receberam garantias firmes de que a negociação estava próxima do acerto.

Bom… se analisarmos do ponto de vista da ética e da moral, coisas em desuso, houve um sério desrespeito ao Palmeiras e mais ainda ao Grêmio, clube que revelou o atleta para o mundo. O ponto mais importante não é a escolha feita por Gáucho, mas toda a romaria que cercou a definição. Parecia (quase) a disputa entre PT e PMDB pelos cargos de segundo e terceiro escalões do Governo Federal.

Mas… é apenas futebol. E há muito tempo ele virou apenas business. Big business.

Portanto amigos, ética, moral, amor à camisa etc é coisa para poucos como as lendas Yashin, Uwe Seeler, Pelé, Roberto Dinamite, Zico e Nilton Santos ou os candidatos à lenda que fizeram história por um único clube como Puyol, Carragher ou os goleiros Rogério Ceni e Marcos.

Acho que Ronaldo Gaúcho falhará no Flamengo, assim como falhou o ataque dos sonhos formado por Romário, Edmundo e Sávio, 16 anos atrás.

A conferir.

Copa do Mundo: alguém se lembra?

Em dezembro de 2009, a imprensa brasileira e a grande mídia só tinham um assunto em pauta: Copa do Mundo. Tinha uma série de reportagens específicas sobre a Copa, além da contagem regressiva para o maior torneio esportivo do planeta. Havia também aquela expectativa dos convocados por Dunga, especulações e mais especulações. Veio a convocação e aí houve a primeira decepção dos brasileiros. Coerente com seu pensamento e com o time, Dunga não trouxe nenhuma novidade referente à sua seleção, que se classificou para a Copa com uma das melhores campanhas, mesmo sem apresentar um bom futebol.

Veio a Copa do mundo com seleções fracas, futebol previsível, sem muitas novidades, e para variar e como todos esperavam a seleção canarinho foi eliminada pela Holanda e Dunga foi massacrado pela mídia. O Campeonato Brasileiro recomeça e com jogos fracos, assistimos a briga pelo título por três grandes clubes: Fluminense, Cruzeiro e Corinthians, e vimos também à empolgação que as equipes do Palmeiras e São Paulo entraram em campo para jogarem contra o Flu.

Enfim, o ano de 2010 acabou sem deixar saudades para o futebol brasileiro, principalmente para os paulistanos, que amargaram pelo segundo ano consecutivo o título brasileiro de um clube do Rio de Janeiro, nada contra os cariocas, mas sim contra os comandantes do futebol brasileiro e a grande mídia que sempre privilegia os clubes do Rio.

Mata-Mata

A emoção de uma final e para incentivar os jogadores e os torcedores é a volta do estilo antigo, sou seja, com semifinal e final. Tentar imitar o Campeonato Italiano ou alguns campeonatos disputados na Europa é pura idiotice, afinal quantos clubes grandes existem na Itália? Talvez uns dois ou três, mas nada comparado ao brasileiro que tem pelo menos 13 clubes grandes (para citar o clube dos 13) e tem ainda os clubes de médio porte, capaz de lotar estádios com capacidade de 60 mil pessoas. A fórmula antiga ainda é a melhor. Dizer que os pontos corridos privilegiam a melhor equipe é em termos, pois a equipe campeã sabe passar por todos os obstáculos, como acontece na Copa do Mundo ou mesmo na UEFA.



Coringão Chopp lutando pelo social

Coringão Chopp lutando pelo social
Ela está sempre presente onde o Timão está, seja no Morumbi, Pacaembu ou em qualquer gramado do Brasil e do exterior, trata-se da Coringão Chopp, uma das torcidas corintianas que mais luta pelo social. Fundada em 14 de outubro de 1989, na cidade de Diadema, a torcida conta hoje com mais de 6 mil associados espalhados pelo mundo e conta com associados espalhados pelo Brasil e até no exterior, em países como Japão, Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra.
Além do futebol, a torcida realiza de três em três meses festas beneficentes, quando organiza eventos sociais voltados ás crianças carentes, onde é distribuídos algodão doce e salgadinhos para as crianças.
De acordo com o presidente da torcida, Edgar Cardoso Dourado, a diretoria da torcida vai até a favela indicada pelos associados e lá são distribuídos alimentos para as pessoas carentes. “Tudo que arrecadamos é revertido para a comunidade”, informa o presidente. A torcida organiza este evento todos os anos quando a torcida comemora seu aniversário.
Atualmente a torcida conta com 500 crianças carentes cadastradas e todo o fim de ano a diretoria da torcida indica alguns padrinhos para presentear os pequenos, sendo que uma das associações beneficiadas é a Associação Beneficente Raio de Sol. Mas o que orgulha a torcida além do crescimento vertiginoso de seus associados é o sucesso que a torcida faz no exterior, pois vários brasileiros que moram no exterior entram em contato com a torcida constantemente a fim de adquirir materiais esportivos como camisetas, bonés, agasalhos, entre outros produtos oficiais da torcida. “É comum os corintianos que moram no Japão realizarem um encontro onde realizam churrasco para a comunidade brasileira”.
Outro fato que orgulha a torcida é a homenagem que recebeu da torcida Botachopp do Botafogo do Rio de Janeiro. De acordo com o presidente, a torcida corintiana apadrinhou dezenas de torcidas espalhadas pelo Brasil que leva o nome de “chopp”, motivo pelo qual foi homenageada pelos torcedores botafoguenses.
Serviço: Coringão chopp fica na Avenida Moinho Fabrini, 27 em Piraporinha, o telefone para contato é: 3425-5294 ou 4067-3568.